BRASÍLIA
Ovni foi visto por 13 pessoas em Brasília
A polêmica sobre a existência ou não de discos voadores foi reacendida depois que, pelo menos 13 pessoas viram, quarta-feira, um objeto voador não-identificado sobrevoar o Lago Paranoá.
O que para ufólogos às vezes é motivo de crédito, para astrônomos e meteorologistas é mais facilmente descartável como indício de alguma visita extraterrestre.
O presidente da Associação Fluminense de Estudos Ufológicos (Afeu) e co-editor da revista "Ufo", Marco Antônio Petit, não quis comentar o Ovni que sobrevoou a capital, por não ter visto imagens nem as fotos que registraram o fenômeno.
De acordo com Petit, a principal característica de um Ovni é o movimento errático. A luz, geralmente com tons vermelho, laranja e amarelo, não percorre uma trajetória regular na direção e na velocidade.
O presidente da Afeu disse que já existem programas de computador próprios para ressaltar a imagem de Ovnis captadas por fotografias. Esses programas são capazes de identificar, por exemplo, a existência de fios que possam estar sustentando minimodelos de aeronaves.
Ele listou como lugares de maior incidência de registros de Ovnis, no Estado do Rio, Barra de Sana (perto de Lumiar) e Serra da Beleza, no distrito de Santa Isabel do Rio Preto, onde Petit chegou a morar entre os anos de 1985 a 91 para fazer pesquisas.
Na Serra da Beleza, 60% da população adulta, tanto da área urbana quanto da rural, ja tiveram pelo menos, uma experiência com Ovnis.
Essas pessoas avistaram objetos voadores não-identificados a uma distância igual ou inferior a 500 metros e algumas delas chegaram a ver seres do lado de fora das naves - disse Petit, acrescentando a lista os municípios de Mocugê, na Bahia, e Varginha, em Minas.
Ufólogos divergem sobre suposto disco voador (foto de Gustavo Miranda) BRASÍLIA.
O coordenador do Núcleo de Estudos Ufológicos da Universidade de Brasília (UNB), o antropólogo Wilson Geraldo de Oliveira, assistiu ontem os oito minutos e 56 segundos da fita gravada pelo cabo José Raimundo Galdino e concluiu: será preciso muito mais para provar a passagem de um disco voador pelo céu da capital.
Wilson disse que as imagens feitas pelo cabo da Polícia Militar na madrugada de anteontem, assim como as fotos do fotógrafo freelance Marcelo Leite de Oliveira, se assemelham às dezenas que, desde 1991, vêm sendo arquivadas pelo núcleo da UNB: apenas um ponto luminoso passeando pelo céu.
Na casa do cabo Galdino, na cidade-satélite da Ceilândia, onde levou sua equipe, Wilson observou um detalhe que até agora havia escapado: num certo momento da fita, o objeto voador não identificado aparece passando perto de um avião parecido com um caça da FAB. Apenas o barulho do avião é perceptível.
E um detalhe muito provocativo, interessantíssimo.
O Ovni parece fazer um movimento na vertical, como se se desviasse do avião - contou Wilson, congelando a imagem para captar o detalhe. Na fita, o avião parece desaparecer por alguns segundos, como se o Ovni o encobrisse. Os ufólogos da UNB tiraram cópia da fita e agora querem examinar o negativo do filme feito no mesmo lugar.