HUGUENOTES
Representa os protestantes franceses, calvinistas dos séculos XVI e XVII.
Na metade do século XVI, os huguenotes cresceram, tanto que chegou a existir cerca de duas mil igrejas calvinistas na
França, influenciando a política e o Estado da época.
No período das guerras religiosas francesas, os huguenotes lutaram em 8 combates civis contra o sistema católico,
culminando com o massacre do dia de São Bartolomeu, em 1572, articulado por Catarina de Médici, a rainha-mãe,
onde milhares de protestantes foram trucidados nas ruas de Paris, no dia do casamento de Henrique de Navarra,
líder huguenote, e Margot, a princesa católica.
Somente em 1598, Henrique IV, através do Edito de Nantes, concedeu aos huguenotes a liberdade religiosa.
Os mercadores e artesãos, adeptos do huguenotismo, passaram a ser o centro da perseguição religiosa. Vinte e nove
anos mais tarde, em 1627, os protestantes centralizaram sua resistência em La Rochelle, sendo sitiados pelo cardeal
Richelieu, até que este conseguiu capturá-la.
Em 1685, com o fim da liberdade religiosa, os huguenotes fugiram para a Inglaterra, Países Baixos, América do Norte
e Cabo da Boa Esperança, sendo beneficiado pela habilidade desses protestantes em trabalhar com o artesanato e
comércio.