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HINDUÍSMO

Conjunto da religião indiana, caracterizado por um extremo pluralismo de cultos, deuses e seitas.

A história do hinduísmo existe desde o 1º milênio d.C., tornando-se uma das principais entre as religiões do mundo. De origem provável de 4.000 anos, atingiu a sua popularidade no século XIX.

Sua principal característica é crer no processo de reencarnação.

Esse processo, conhecido pelos hindus como "moksha", acredita que a alma de um indivíduo migra para outro corpo, renascendo sempre em um ciclo constante, até conseguir libertar-se e atingir o "moksha".

De crença natural desde o início em vários deuses, a suas divindades principais são representados por Shiva (um homem que nasceu, viveu e morreu, sendo incorporado na trimurti hindu e na mitologia, análogo ao que acontece com a trimurti cristã, "Pai, Filho e Espírito Santo" cujo filho é a representação de Jesus Cristo), Vishnu, em forma humana (possuidora de outras encarnações como Matsya, a forma de peixe, ou Varaha, a encarnação em forma de javali) e a Grande Deusa (Shakti, Durga ou Kali).

Cada uma dessas divindades é objeto de devoção monoteísta, e os cultos (separados e distintos) a elas constituem, na prática, as três principais formas do hinduísmo: vaishanavismo, shaivismo e shaktismo.

Keshab Chandra Sen (1838-84), protegido de Sabha, obteve sucesso inicialmente, mas, ao seguir caminho próprio, terminou por causar divisão dentro do movimento hinduísta. Em Maharshtra, foi a vez do Prerthana Samaj, liderado por Mahadev Govind Ranade (1842-1901), que pautou sua vida por uma reforma da religião e sociedade hindus. Nos idos de 1875, Dayananda Saraswati (1824-83) fundou o Arya Samaj em Bombaim, sendo outro reformista com objetivos nobres.

No entanto, Saraswati revelou extrema agressividade no seu esforço de difusão do hinduísmo e da autoridade dos Vedas.

O Arya Samaj terminou por derivar para as questões políticas e acabou sofrendo seriamente durante a partilha da índia.

Corria o ano de 1897, quando Swami Vivekananda criou a missão Ramakrisna, que se caracterizava por ser um movimento religioso filantrópico e educativo, assim denominado em homenagem a Sri Ramakrisna (1836-86).

Por outro lado, a Sociedade Teosófica já havia se instalado em Varanasi, em 1882. E assim, do seu seio, surgiu o primeiro grande reformista do século 20: Mohandas Gandhi, depois chamado o Mahatma.

Defensor dos destituídos e dos intocáveis (no sistema hindu de castas), Gandhi foi tão reverenciado quanto criticado por sua defesa da não-cooperação com os colonizadores ingleses, possuindo como meta a libertação da índia.

Para isso ele lançou mão de suas três famosas armas: a ahimsa (não-violência), a satyagraha (força da verdade) e a swaraj (autogoverno).

Atualmente o hinduísmo é a religião da maioria da população da Índia e, como as outras religiões, passa por crescente secularização.

Como não poderia deixar de ser, após estes 4000 anos, o hinduísmo possui diversas seitas e práticas religiosas e, caracteristicamente, não possui dogmas.

Não há no hinduísmo uma formulação teológica unificadora. Entretanto, vários elementos esparsos dão unidade e coerência à sua filosofia.



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